Observador Pedrógão. PSD diz que houve "dose massiva de incompetência" no combate aos fogos – Observador

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  • . Sobre as acusações do deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, segundo as quais alterações introduzidas na quarta-feira na comissão de Agricultura pelo PS "esvaziam" um diploma aprovado na generalidade para apoio às vítimas, Nuno Magalhães respondeu: "A meu ver, não esvaziam, mas diminuem". "Creio que não retira capacidade de resposta a estas vítimas", considerou Nuno Magalhães, salientando, contudo, que "seria preferível" a versão original, que nasceu de um texto comum a partir de projetos do CDS, PCP e PSD. O CDS insistiu ainda na necessidade de serem retiradas consequências políticas e falou em "cortinas de fumo" a serem lançadas pelo primeiro-ministro. "Quando falo em cortinas de fumo quero dizer uma coisa muito simples: o senhor primeiro-ministro pode fazer os Conselhos de Ministros que entender, pode, e acho que faz bem, aprovar as medidas que entender, este relatório é seguramente um bom guião para medidas futuras, nós também o trataremos enquanto tal", afirmou. PCP nega boicote parlamentar nas indemnizações O PCP negou a acusação do PSD de que houve um "boicote parlamentar" ao mecanismo extraordinário de ajuda às vítimas dos grandes incêndios do verão e recusou também "pedir cabeças" ao Governo. "Foi possível ontem [quarta-feira] concluir o processo de discussão na especialidade. É lamentável que o PSD desvalorize esta questão com base numa mentira, fazendo passar a ideia de que há pessoas que ficarão sem ajudas", disse o deputado comunista João Ramos sobre os trabalhos da véspera na Comissão de Agricultura e Mar. O novo texto conjunto, aprovado pela maioria e com os votos contra de PSD e CDS-PP, integrando iniciativas de PCP, PSD, CDS e, mais tarde, de PS, "tem cerca de 40 artigos e prevê que, quando houver responsabilidade direta do Estado, há lugar à respetiva indemnização, noutros casos haverá também apoios sociais a vítimas e familiares e reforço dos serviços sociais e ajudas á reconstrução e recuperação do potencial produtivo", segundo João Ramos. Sobre o relatório da Comissão Técnica Independente relativo aos grandes fogos de junho, em Pedrógão Grande e Góis, o deputado do PCP preferiu comentar após uma avaliação do documento, só hoje tornado público, embora defendendo a assunção de todas responsabilidades, caso sejam apuradas. "O PCP não se pronuncia relativamente pessoas, mas sim a políticas. O PCP não costuma pedir cabeças deste ou daquele. O que vimos defendendo ao longo dos anos são medidas para resolver os problemas apontados", nomeadamente no planeamento e gestão florestais, acrescentou João Ramos. BE admite falhas do Estado e obrigação de indemnizar vítimas O deputado do BE Pedro Soares afirmou por sua vez que o relatório da Comissão Técnica Independente revela que houve "em geral" responsabilidades do Estado que "devem ser apuradas" em concreto para indemnizar as vítimas. Questionado sobre se há responsabilidades políticas a atribuir na sequência das conclusões do relatório, o deputado remeteu uma "posição clara" para o debate que se fará na Assembleia da República sobre esta matéria. Quanto à "responsabilidade geral", Pedro Soares considerou que "ficaram muito claras" as faltas de intervenção pública no ordenamento e gestão da floresta" e na "desadequação da Proteção Civil em termos de competências e da orgânica". É evidente que o Estado tem responsabilidades nesta matéria, vamos ver a que nível e faremos essa apreciação no debate", disse. Pedro Soares destacou que o relatório expõe um "problema grave ao nível do sistema de proteção civil" e do "ordenamento do território e gestão da floresta" e defendeu que o Estado "tem obrigação de intervir tanto numa área como noutra". "E é óbvio também que há responsabilidades, que têm de ser apuradas e definidas, do Estado relativamente aos incêndios no centro do país", acrescentou. O deputado do BE frisou que ficou definido na comissão parlamentar de Agricultura que "sempre que forem apuradas responsabilidades do Estado totais ou parciais do Estado relativamente aos danos causados, o Estado deve indemnizar as vítimas". Pedro Soares sublinhou que o texto aprovado na quarta-feira na comissão clarifica que "mesmo que [as responsabilidades] não sejam totais, o Estado deve intervir na indemnização das vítimas", recusando qualquer "confusão" sobre a matéria

Observador Relatório. Comissão independente critica intervenção de políticos no palco de operações – Observador

Relatório. Comissão independente critica intervenção Todas as falhas que contribuíram para a morte de políticos no palco de operações 64 pessoas – Observador

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  • Este artigo vai estar em atualização com novos dados sobre o relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios de Pedrógão.
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  • concluíram
  • O registo dos acontecimentos seguiu as regras
  • Não . Os
  • consideram até "excecional" que tenham sido dadas indicações para
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  • "Este procedimento contraria o Sistema de Gestão
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  • SADO" , sublinha o relatório. As dificuldades
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  • relatórios enviados pela GNR e pela própria ANPC ao Ministério da Administração Interna e estenderam-se
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  • populações isoladas, rodeadas pelas chamas, Albino Tavares – atual comandante operacional nacional, depois
  • Rui Esteves ter apresentado a demissão do cargo – mandou interromper os registos na fita
  • tempo . A partir daquela hora todos os alertas deveriam ser comunicados ao Posto
  • Comando Operacional por telefone,
  • só após validação do mesmo, seriam ou não inseridos na fita do tempo do SADO". Ouvido pela comissão independente, o comandante justificou essa decisão
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  • Consequência última
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  • se conheça completamente o que se passou naquele período
  • tempo, introduzindo
  • exceção no procedimento
  • deveria ter sido executado
  • forma inquestionável"
  • Todas as falhas que contribuíram para a morte
  • 64 pessoas
  • A comissão nomeada
  • estudar
  • fogo
  • questiona
  • das autoridades políticas
  • as decisões que foram tomadas
  • atuação da Proteção Civil e o funcionamento do SIRESP
  • Vítor Matos Rita Dinis
  • partes
  • as
  • . Ficou tudo registado na fita do tempo? Não
  • meio da madrugada, e quando já se acumulavam os pedidos de ajuda de populações isoladas, rodeadas pelas chamas, Albino Tavares – atual comandante operacional nacional, depois de Rui Esteves ter apresentado a demissão do cargo – mandou interromper os registos na fita do tempo. A partir daquela hora todos os alertas deveriam ser comunicados ao Posto de Comando Operacional por telefone, e só após validação do mesmo, seriam ou não inseridos na fita do tempo do SADO". Ouvido pela comissão independente, o comandante justificou essa decisão com "o excesso de informação que era produzida a partir do CDOS de Leiria", refere o relatório da comissão independente." A ordem viola todos os procedimentos estabelecidos. "Este procedimento contraria o Sistema de Gestão de Operações, bem como toda a doutrina instituída relacionada com o funcionamento do SADO", refere o relatório da comissão independente. Aliás, " todas as situações críticas devem, até de forma intempestiva, ficar registadas no sistema, independentemente da determinação operacional associada ", sublinham os especialistas. Ao ter dado indicações para suspender os registos oficiais das operações, Albino Tavares pode ter contribuído para "subtrair à fita do tempo do SADO informações que poderiam ser importantes para a compreensão dos acontecimentos na noite de 17 para 18" . No limite, "pode até admitir-se que, para além das falhas de comunicação provocados pela rede SIRESP, pudesse ter havido pedidos de ajuda veiculadas através de chamadas efetuadas para o PCO mas que não teriam sido registadas". Consequência última: "As informações [não] registadas podem ter impedido que se conheça completamente o que se passou naquele período de tempo , introduzindo uma exceção no procedimento de que deveria ter sido executado de forma inquestionável". Os especialistas consideram até "excecional" que tenham sido dadas indicações para que os alertas sobre as dificuldades de comunicações que estavam a chegar ao posto de comando não fossem registados na fita do tempo. "Este procedimento contraria o Sistema de Gestão de Operações, bem como toda a doutrina instituída relacionada com o funcionamento do SADO", sublinha o relatório. As dificuldades de comunicações constam dos relatórios enviados pela GNR e pela própria ANPC ao Ministério da Administração Interna e estenderam-se, entre outras situações, ao cenário dantesco que se abatia sobre a EN236-1, onde acabariam por morrer a maior parte das vítimas. Albino Tavares, que era o segundo comandante distrital, disse nunca ter chegado a receber a informação de que o incêndio tinha alcançado aquela estrada. Essa foi apenas uma das informações que não chegaram ao posto de comando. Comandante Nacional da Proteção Civil conduziu bem a operação? Não. Rui Esteves, que em setembro deste ano se demitiu do cargo de Comandante Nacional da Proteção Civil , não escapa ileso às críticas dos técnicos independentes, depois de ter atribuído o controlo das operações ao segundo comandante, Albino Tavares — que o substituiria, meses mais tarde, no cargo. "Na pior e mais fatídica ocorrência no País provocada por incêndio florestal, tendo estado presentes as mais altas individualidades do país, esta operação de socorro exigiria a presença dos operacionais mais qualificados , designadamente do Comandante Operacional Nacional (CONAC), que deveria ter mantido a avocação desta operação de Socorro", pode ler-se no relatório. Não foi isso que aconteceu. Não só a " presença ativa do Comandante Nacional teria todo o sentido pelo facto de se estar perante uma das piores catástrofes com que o país alguma vez foi confrontado", argumentam, como " mais de 95% das ocorrências foram acompanhadas e resolvidas pelos respetivos Comandos Distritais ". Albino Tavares, no entanto, também não é poupado. Além da questão da fita do tempo, muito criticada pelos técnicos independentes, para os especialistas, Albino Tavares deveria ter mantido o controlo da operação até que o incêndio fosse debelado. Algo que também não fez: às 20h50 do dia 18 de junho, pouco mais de 48 horas depois do início do fogo de Pedrógão Grande, o então Segundo Comandante Operacional entregou a missão a Elísio Oliveira, do Comando Distrital de Setúbal. " Essa iniciativa, em rigor, não se ajustou à doutrina vigente. Depois de o COS ser o 2.º CONAC, o comando da operação desgraduou para um CODIS. Enquanto um incêndio não estiver dominado, a doutrina aponta para não desgraduar o seu comando", sublinham os especialistas. Os técnicos independentes lembram, a propósito, o currículo de Albino Tavares, que até desempenhar as funções que desempenhava à altura dos factos, era Comandante do GIPS da GNR. "Atendendo a que se trata de um oficial superior da GNR, o desempenho dessas funções dá-lhe um natural conhecimento do sector, não lhe conferindo a necessária capacidade de comando operacional ", argumentam. Mais: os especialistas questionam mesmo a escolha de Albino Tavares para aquela função. "Embora no momento de atribuição do COS, não fosse ainda conhecida a dimensão dos acontecimentos (22h00 do dia 17), a evolução da situação foi revelando o enorme impacto que estava a ter na região. Talvez fosse possível encontrar uma nova solução para a função de COS, através de um operacional com maior experiência em operações de socorro com esta dimensão ", pode ler-se no relatório. O SIRESP falhou e contribuiu para a dimensão da tragédia? Sim . A comissão técnica presidida por João Guerreiro escreve no relatório que "foi público e notório a falha da rede SIRESP, associada também à falha da rede GSM" , ou seja da rede de telemóveis. O documento enfatiza que "estão registadas inúmeras passagens na fita de tempo" relativas às falhas de comunicações, assim como no relatório final do processo de inquérito da GNR. O relatório ainda diz que o SIRESP é gerido por empresas de "credibilidade duvidosa", argumenta que a tecnologia já está "obsoleta" e recomenda mais formação para os operacionais. Em momentos críticos do combate ao fogo, "um crescente aumento de meios e de utilizadores", levaram a "intermitências nas comunicações SIRESP , levando até nesta fase à mudança da localização" do Posto de Comando Operacional, cujo posicionamento "também concorre para a eficácia e eficiência das comunicações". As falhas do SIRESP foram sendo colmatadas com o recurso aos telemóveis e à Rede Operacional dos Bombeiros. "Estas redes permitiram superar pontualmente as ineficiências da rede SIRESP funcionando como redes redundantes." A comissão técnica reconhece que a rede SIRESP foi importante para melhorar as comunicações de emergência, mas está "obsoleta" e "baseada em tecnologia ultrapassada (quando comparada com as tecnologias 3G e 4G)" e "não acompanhou a evolução vertiginosa que as tecnologias de comunicação sofreram nos últimos anos". Em termos operacionais, confirma-se que "cinco antenas deixaram de estar conectadas com a rede, permitindo apenas comunicações locais" na região de Pedrógão Grande. Isso contribuiu para o congestionamento da rede prejudicando ainda mais as comunicações. E segue depois uma crítica ao relatório da empresas que gere o sistema: "Embora esta situação seja desvalorizada pela empresa SIRESP, reconhece-se que esta solução não pode ser admitida numa rede que necessita de garantir comunicações entre os diversos pontos de decisão, muitos deles distantes centenas de quilómetros, destinada a mobilizar recursos, a definir atuações de meios aéreos ou de estabelecer estratégias de evacuação de pessoas." No entanto, o relatório conclui que no caso específico do "incêndio de Góis, ficou claro que as comunicações não comprometeram em nenhum momento as operações". No que se refere à arquitetura do sistema de comunicações de emergência, a comissão técnica ainda aponta para a necessidade de o sistema se basear mais em antenas móveis — mais um dos fatores que falhou em Pedrógão Grande. E sugere que por estar a ser usada tecnologia obsoleta, como é referido em vários pontos, o sistema possa evoluir "para as novas tecnologias baseadas no 3G ou ainda no 4G". O relatório deixa as seguintes recomendações para a rede de comunicações SIRESP : Revisitar as condições do concurso no que respeita à instalação da fibra ótica, bem como a estrutura empresarial do SIRESP, a qual integra na atualidade empresas insolventes, em processo de revitalização ou de credibilidade duvidosa; Desenvolver um intensivo programa de formação orientado para os utilizadores dos terminais SIRESP, para que todos esses agentes possam explorar o potencial dos sistemas de comunicações; Avançar com um período de análise de outros sistemas de comunicação existentes, tecnologicamente mais avançados (3G ou 4G), criando um roteiro capaz de avaliar e selecionar as melhores soluções para o sistema de comunicações de emergência; Aumentar o número de antenas móveis e distribuí-las criteriosamente pelo território, em função das áreas de maior risco; Garantir que a rede de fibra ótica utilize, sempre que possível, as condutas subterrâneas existentes ao longo dos itinerários rodoviários; A
  • A GNR tem responsabilidades na concentração de carros na "estrada da morte"? Inconclusivo. A GNR começou a acompanhar os desenvolvimentos do incêndio a partir das 15h17. De acordo com os autores do relatório, que citam documentos analisados, " a GNR não teve qualquer contacto por parte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) relativamente ao incêndio e que os cortes de estradas foram decididos pela própria GNR, não tendo recebido quaisquer indicações por parte do Comando Operacional (COS)". "Uma das razões invocadas", continuam os técnicos independentes, "prende-se com as sucessivas falhas nas comunicações", algo que se terá registado "a partir das 19h". A partir daí, "e devido à ausência de instruções, as patrulhas terão passado a movimentar-se sozinhas acompanhando o evoluir do incêndio ". De acordo com o relatório, que reforça a tese da GNR de que não foram dadas ordens para cortar a Estrada Nacional 236-1, há contradições evidentes entre as versões recolhidas entre os agentes que estavam de serviço e as testemunhas civis que " referem a existência de uma fila de trânsito que se terá formado na EN 236-1, no troço entre o nó com o IC 8 e o cruzamento para Várzea/Vila Facaia, em momento não determinado mas não muito tempo depois das 20h" — altura em que muitas pessoas tentavam escapar às chamas. A este respeito o relatório da GNR é completamente omisso , apesar de terem sido ouvidas várias testemunhas civis no âmbito do inquérito", atentam os técnicos indepedentes. Ainda que admitam que "a atuação da GNR pareça, de acordo com as informações recolhidas, ter sido a correta, dentro de todos os condicionalismos, nomeadamente de comunicações, e tendo em conta a excecionalidade da situação", não deixam de sublinhar que fica por apurar até que ponto o corte do acesso ao IC 8, terá tido alguma influência no relatado congestionamento de trânsito na EN 236-1 entre o cruzamento com estrada Várzea/Vila Facaia e o nó com o IC 8". Além disso, "fica também por apurar a aparente contradição sobre o relato de não haver trânsito naquela via entre as 20h e as 20h15, e os relatos que referem a existência de um congestionamento de trânsito", atentam os especialistas nomeados. Mais: "Finalmente fica por apurar porque razão, perante a rápida aproximação da frente de fogo, não foi feito o corte da EN 236-1 na direção Figueiró dos Vinhos – Castanheira de Pera. A justificação de não haver ordens do COS nesse sentido, contrasta com a descrição de que os cortes de estrada foram essencialmente tomados por livre iniciativa dos militares da GNR, de acordo com a sua perceção do risco para a circulação do trânsito", concluem os investigadores. O que poderia ter sido diferente? É precisamente essa a pergunta que fazem os técnicos independentes. Há um cenário que é descartado: o corte das estradas de acesso à EN 236-1 "teria sido provavelmente ainda pior pois teria eventualmente implicado a ocorrência de mais vítimas, incluindo os próprios agentes da autoridade". Mas há duas medidas que podiam ser tomadas, embora ambas dependessem "de informação que a GNR não dispunha". À cabeça, " poderia ter sido ordenada a evacuação atempada das aldeias ameaçadas ", ou, em alternativa, " poderiam ter sido tomadas medidas para que as pessoas não saíssem de casa ", algo que não foi feito em tempo útil. Porquê? Os especialistas têm uma explicação. "Este trabalho de antecipação deveria ter sido feito no seio do comando e planeamento desta operação de socorro e deveria ter resultado na mobilização dos meios necessários, incluindo a GNR, para evitar que se tivesse verificado uma fuga para a morte, tal como veio a acontecer. Por sua vez, tal trabalho de antecipação só poderia ter sido feito com o apoio de analistas de incêndios e de meteorologistas especializados , que permitisse uma adequada avaliação da situação em tempo real. A verdade é que nenhuma destas competências existe na Autoridade Nacional de Proteção Civil , apesar da enorme gravidade e frequência dos incêndios em Portugal", concluem.
  • Inconclusivo.
  • atentam
  • Devia haver mudanças na cobertura da floresta
  • Sim. Mais espécies autóctones em vez de eucaliptos e pinheiros bravo. Sobre a cobertura da floresta, os
  • dizem
  • espaços florestais contínuos ocupados predominantemente por eucaliptos e pinheiro bravo "geram incêndios graves e severos". Por isso,
  • diversificação dos tipos florestais menos propensos
  • fogo pode ser "uma resposta
  • raiz ao problema dos incêndios"
  • E por isso propõem incentivos à plantação
  • carvalhos
  • castanheiros e outras folhosas. A comissão recomenda
  • opção por "modelos de silvicultura que utilizem espécies de crescimento mais lento", os quais "podem ser mais interessantes
  • ponto
  • vista da economia
  • proprietários florestais"
  • embora impliquem "um período de espera" de vários anos. Por isso
  • a comissão entende
  • deve ser igualmente criado um "programa específico que compense
  • perda de rendimento
  • alguns anos" com
  • opção por carvalhos, castanheiros e outras folhosas
  • Ou seja
  • regresso à floresta autóctone , em detrimento do eucalipto e do pinheiro-bravo
  • teria "menor perigo
  • para as próprias florestas e para as aldeias existentes no espaço florestal"
  • Que recomendações fazem os técnicos para o futuro? Várias, e os técnicos admitem
  • devem ser adotadas progressivamente a médio e a longo prazo. É longa a lista de recomendações, e divide-se em sete áreas: Sistema
  • defesa
  • floresta contra incêndios ; Conhecimento profissional ; Recursos Humanos
  • que passa pela maior qualificação dos bombeiros
  • comandantes; Ordenamento e Gestão , nomeadamente através da reflorestação e da substituição das monoculturas
  • eucalipto e pinheiro bravo; Gestão
  • operações
  • combate , que passa pela melhoria
  • sistema
  • comunicações
  • de registo de informações; Populações , onde se inclui a melhor colaboração
  • os locais; e a criação
  • uma Agência para
  • gestão integrada dos fogos rurais. Sistema. Primeiro
  • técnicos defendem
  • ajustamento do sistema, passando a designar-se
  • Nacional
  • Integrada
  • Fogos Rurais
  • duas componentes:
  • Gestão de Fogos Rurais
  • orientado para os espaços florestais, e
  • Proteção Contra Incêndios Rurais, abrangendo as pessoas e bens. Depois, defendem que os vários elementos (desde os GIPS aos FEB e aos agentes
  • Proteção Civil) devem fazer parte também da fase de prevenção estrutural, para haver maior integração nas diversas componentes do sistema. Por último, deve haver avaliações periódicas ao sistema. Conhecimento. Depois de diagnosticado o "amadorismo" e o facto de "muitas das decisões serem tomadas apenas com base em conhecimento empírico e baseadas em perceções normalmente questionáveis", a
  • recomenda que a qualificação seja uma prioridade
  • Mais
  • a investigação científica,
  • universidades e os laboratórios de Estado
  • dar um maior contributo para os profissionais
  • prevenção e combate aos fogos. Recursos Humanos. Mais qualificação
  • nomeadamente através da ideia de que o sistema português devia integrar o perfil de qualificação europeu
  • Os técnicos recomendam que deve haver concurso público
  • escolher
  • operacionais destinados a lugares de comando. Mais: a Escola Nacional de Bombeiros deve ser transformada numa escola profissional, capaz de formar perfis profissionais acreditados. Ordenamento e gestão. Os técnicos reconhecem que monoculturas de eucalipto ou pinheiro bravo são propensas a incêndios de grandes dimensões
  • apelando por isso
  • diversificação da floresta e a utilização de espécies
  • conduzam
  • formações menos combustíveis, nomeadamente das folhosas
  • folha caduca, como os carvalhos, castanheiros ou outras folhosas, por terem um grande teor de humidade
  • Recomendam também a compartimentação das manchas florestais através de 19 plantações novas, com outras espécies arbóreas ou arbustivas de baixa inflamabilidade/combustibilidade ou plantadas em faixas de alta densidade, promovendo um efeito de barreira. Proteção Civil. É preciso reforçar as forças profissionais nas várias fases de atuação, por isso os técnicos recomendam a criação de uma bolsa de peritos
  • nacionais e internacionais
  • que devem ser mobilizados prontamente em caso
  • socorro. Sobre a
  • (ler pergunta 4) há muitas críticas
  • nomeadamente por se basear em tecnologia obsoleta. Por último, os técnicos recomendam que as Forças Armadas devem
  • um papel mais ativo no sistema de Proteção Civil. Populações. A comissão recomenda a adoção de um programa
  • proteção
  • pessoas e bens contra fogos rurais, baseado na criação de zonas de proteção aos aglomerados e na identificação de pontos críticos e de locais de refúgio
  • Mais
  • defende-se também a criação de sistemas de aviso e alerta
  • chegue mais rapidamente às populações. Criação
  • Agência
  • Gestão Integrada de Fogos (AGIF) ,
  • ficasse na dependência direta da Presidência do Conselho
  • Ministros, e que seja constituída por técnicos especializados nas várias dos incêndios. Seria uma unidade que anteciparia o apoio ao planeamento, à decisão e à intervenção

Observador Comandante Nacional da Proteção Civil demitiu-se – Observador

  • LUSA
  • ANTÓNIO COTRIM/LUSA
  • Comandante "não tinha condições para continuar", diz Associação de Bombeiros A Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais considerou que o comandante nacional da Proteção Civil não tinha condições para continuar no cargo devido ao avolumar de situações, mas defendeu que devia permanecer em funções até ao apuramento das responsabilidades. O presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, disse à agência Lusa que, desde o incêndio de Pedrógão Grande até hoje, surgiu uma série de situações relacionadas com a indefinição operacional, organização no teatro de operações, "alguma ausência de intervenção por parte do comandante e alguma estratégica mal gerida" e agora o processo disciplinar e a indefinição da licenciatura. " Com o avolumar de todas as situações não havia muitas condições para o comandante Rui Esteves continuar no cargo ", sustentou Fernando Curto, avançando que "perante todos estes factos e toda a contestação que se gerou em torno do comandante" era "muito difícil" permanecer como comandante da Proteção Civil. O presidente da ANBP defendeu que Rui Esteves devia manter-se no cargo "até que fossem avaliadas e calculadas" todas as situações que estão a ser objeto de análise por várias entidades. Fernando Curto destacou "a avaliação técnica" e a "mais-valia" de Rui Esteves, enquanto comandante distrital de operações de socorro de Castelo Branco, comandante nacional e "homem ligado aos bombeiros e à operacionalidade em Portugal". O presidente da Associação dos Bombeiros Profissionais sugeriu ainda que os próximos comandantes nacionais e distritais da Proteção Civil passem a estar no cargo como técnicos e não nomeados politicamente , como tem acontecido até aqui.

Correio da Manhã Passos Coelho diz que nem a tragédia de Pedrógão deu sentido de Estado ao primeiro-ministro - Cm ao Minuto - Correio da Manhã

  • Pedro Passos Coelho disse, ainda, que o PSD votou contra grande parte do pacote florestal aprovado recentemente porque "não é reforma nenhuma". "O primeiro-ministro fez uma concessão ao Bloco de Esquerda, fazendo uma espécie de proibição administrativa do eucalipto e chamou a isto a reforma da floresta", sustentou. Aliás, frisou, chamar "reforma da floresta àquilo que foi aprovado só pode ser uma caricatura" e considerou que há matérias importantes relacionadas com "o ordenamento da floresta e com o cadastro para as quais o Governo acordou muito tarde". O presidente social-democrata disse que o seu partido apresentou iniciativas no Parlamento ligadas à floresta "muito antes do Governo ter acordado" para este assunto. E, sublinhou, enquanto o PSD queria "discutir o cadastro" o "Governo andava a nomear o novo presidente para a Proteção Civil, um novo comandante das operações nacionais e a nomear comandantes distritais". "Entretanto, esqueceu-se que o SIRESP, que tantos problemas deu este ano, foi justamente o SIRESP que ele contratou quando era ministro da Administração Interna e até o SIRESP ele utiliza como se fosse uma responsabilidade da oposição", afirmou.

Observador Pedrógão Grande. Ministra nega que autoridades tenham encaminhado pessoas para a EN 236 – Observador

  • Atualizado
  • 9/8/2017, 18:05